Recomeço depois dos 50? Entenda por que o “divórcio cinza” avança no Brasil

O chamado “divórcio cinza”, termo usado para separações de pessoas com mais de 50 anos, cresceu no Brasil nos últimos anos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) citados pela reportagem, a faixa etária passou a representar cerca de 30% a 36% dos casos, enquanto há uma década o índice não chegava a 10%.
Em 2022, ano mais recente mencionado no levantamento, o país registrou 420 mil divórcios concluídos, entre judiciais e extrajudiciais. Desse total, 23,27% envolviam homens com mais de 50 anos e 31,12% mulheres acima dessa idade. Em 2018, os percentuais eram de 21,05% entre homens e 28,68% entre mulheres.
A reportagem relaciona o avanço ao envelhecimento da população, mas ressalta que não há pesquisas que comprovem uma ligação direta entre maior expectativa de vida e a decisão de se separar. Em 2023, a expectativa de vida no Brasil chegou a 76,4 anos: 73,1 anos para homens e 79,7 anos para mulheres.
Os procedimentos legais seguem as mesmas regras aplicadas a casais mais jovens. Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que os casos podem ter menos complexidade quando não envolvem guarda de crianças menores de idade. O texto também aponta maior protagonismo feminino, autonomia financeira, independência emocional e recusa em manter casamentos insatisfatórios entre os fatores associados ao aumento das separações nessa faixa etária.
