‘Divórcio do sono’: por que cada vez mais casais estão dormindo em quartos separados

O chamado “divórcio do sono” tem ganhado espaço entre casais que optam por dormir em camas ou quartos separados para melhorar o descanso. A prática, antes associada a crise no relacionamento, passou a ser vista por parte das pessoas como uma forma de respeitar diferenças de rotina, hábitos noturnos e necessidades individuais, sem romper a vida a dois.
A ideia não é nova: no início do século XX, casais de classes mais altas mantinham quartos separados por conforto, privacidade e higiene. Com moradias menores, a cama de casal virou símbolo de intimidade. Agora, com mais atenção à saúde do sono, a discussão voltou, especialmente diante de problemas como ronco, movimentação durante a noite, horários distintos, temperatura e iluminação do quarto.
O tema ganhou visibilidade com famosas como Cameron Diaz, Kaley Cuoco, Gwyneth Paltrow, Sarah Paulson e Olivia Wilde, que já comentaram ou demonstraram interesse por arranjos que preservem a individualidade. Especialistas alertam, porém, que a escolha não serve para todos: para alguns casais, dormir junto oferece conforto emocional e intimidade, enquanto, para outros, o descanso separado pode reduzir irritação e conflitos ligados ao cansaço acumulado.
