Fim do mistério: DNA revela identidade do alpinista das “Botas Verdes” do Everest

Exames de comparação de DNA confirmaram a identidade do alpinista conhecido mundialmente como “Botas Verdes”, um dos corpos mais famosos do Monte Everest. Os restos mortais pertencem ao indiano Dorje Morup, que morreu aos 47 anos durante uma expedição em 1996. O corpo permaneceu congelado na face norte da montanha, a mais de 8 mil metros de altitude, na chamada “zona da morte”, onde a baixa concentração de oxigênio torna qualquer operação extremamente arriscada.
As botas verdes usadas por Morup, visíveis sob a neve e o gelo, transformaram o local em um ponto de referência informal para montanhistas na rota nordeste do Everest. A área ficou conhecida como “Caverna do Botas Verdes”, e milhares de escaladores passaram pelo trecho nas últimas décadas. O veterano alpinista Noel Hanna resumiu o desconforto provocado pela cena ao dizer que “é difícil não ver a pessoa deitada ali”.
Durante anos, muitos acreditaram que o corpo fosse do também indiano Tsewang Paljor, de 28 anos. A Polícia de Fronteira Indo-Tibetana anunciou a identificação de Morup e informou que pretende contratar uma equipe especializada em resgates de alta altitude para tentar retirar o corpo durante o verão, quando o degelo reduz parte das dificuldades. Morup integrava uma expedição de seis montanhistas que tentou chegar ao cume em 10 de maio de 1996; após uma forte nevasca perto do topo, três integrantes recuaram, mas ele decidiu continuar e morreu na montanha.

