Do basquete à NFL: por que os EUA não são uma potência no futebol

Mesmo com uma das maiores estruturas esportivas do planeta, os Estados Unidos ainda tentam consolidar sua seleção masculina de futebol entre as principais forças mundiais. A eliminação na Copa do Mundo após derrota por 4 a 1 para a Bélgica voltou a colocar em discussão os desafios do país para transformar investimento e estrutura em resultados no esporte.
O contraste aparece na comparação com outras modalidades. Os Estados Unidos lideram o quadro histórico de medalhas olímpicas e dominam esportes como atletismo, natação e basquete, mas a seleção masculina de futebol tem como melhor campanha em Copas do Mundo uma semifinal alcançada em 1930. O esporte também disputa espaço com o futebol americano, basquete e beisebol, que possuem maior tradição no país.
Apesar da grande quantidade de praticantes, o desenvolvimento de jogadores enfrenta obstáculos. Segundo dados da NFHS, quase 485 mil meninos disputaram futebol no ensino médio americano na temporada 2024/2025, mas o modelo privado de formação pode ter custo médio anual de US$ 1.188 por família. A MLS busca mudar esse cenário com projetos como a MLS NEXT e aposta na Copa de 2026 como um momento de crescimento do futebol no país.
