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Do basquete à NFL: por que os EUA não são uma potência no futebol

Estados Unidos comemorando gol na Copa do Mundo de 2026. Foto: Divulgação

Mesmo com uma das maiores estruturas esportivas do planeta, os Estados Unidos ainda tentam consolidar sua seleção masculina de futebol entre as principais forças mundiais. A eliminação na Copa do Mundo após derrota por 4 a 1 para a Bélgica voltou a colocar em discussão os desafios do país para transformar investimento e estrutura em resultados no esporte.

O contraste aparece na comparação com outras modalidades. Os Estados Unidos lideram o quadro histórico de medalhas olímpicas e dominam esportes como atletismo, natação e basquete, mas a seleção masculina de futebol tem como melhor campanha em Copas do Mundo uma semifinal alcançada em 1930. O esporte também disputa espaço com o futebol americano, basquete e beisebol, que possuem maior tradição no país.

Apesar da grande quantidade de praticantes, o desenvolvimento de jogadores enfrenta obstáculos. Segundo dados da NFHS, quase 485 mil meninos disputaram futebol no ensino médio americano na temporada 2024/2025, mas o modelo privado de formação pode ter custo médio anual de US$ 1.188 por família. A MLS busca mudar esse cenário com projetos como a MLS NEXT e aposta na Copa de 2026 como um momento de crescimento do futebol no país.