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Do emoji à soja: As palavras japonesas que os brasileiros usam sem perceber

Imagem ilustrativa. Foto: Gerada por IA

Algumas palavras de origem japonesa usadas no português são facilmente reconhecíveis, como sushi e karatê. Outras, porém, entraram no vocabulário cotidiano dos brasileiros de forma menos evidente, como soja, tsunami, biombo, emoji, futon e karaokê.

A palavra soja tem origem no japonês shoyu, assim como o grão, vindo da Ásia. Rico em óleo e proteínas, ele serve para produzir leite, queijo, óleo de cozinha, biodiesel e farelo usado na alimentação de suínos e aves. Já tsunami, que em japonês significa algo como “onda de porto”, ganhou uso mais frequente no português e no espanhol após as tragédias no Oceano Índico, em 2004, e no Japão, em 2011. “Com o tsunami de 2004 e depois em 2011 observou-se aumento do número de vezes que é usado”, disse Rafael Fernández Mata, professor de espanhol na Universidade de Córdoba, na Espanha.

Biombo vem de byōbu, termo japonês ligado à ideia de “proteção ao vento”, e nomeia a estrutura usada para separar ambientes; o Michaelis também registra o sentido figurado de ação que encobre um dano ou defeito. Emoji junta “e”, imagem, e “moji”, letra, para definir pequenos ícones digitais usados em mensagens. Futon manteve no português o nome japonês do colchão fino tradicional, enquanto karaokê combina termos ligados a “vazio” e “orquestra”, referência à música instrumental usada por cantores amadores.