Doação de leite humano cresce no Rio, mas ainda é insuficiente para atender bebês

O volume de leite humano coletado no Rio de Janeiro cresceu pouco mais de 10% no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. Os bancos arrecadaram 470 litros a mais, mesmo com uma pequena redução no número de doadoras, informou a Fiocruz.
Apesar da alta, a coleta ainda não atende todos os bebês que precisam de leite humano no estado. A coordenadora do Banco de Leite Humano do IFF/Fiocruz, Danielle Aparecida da Silva, estima que os hospitais com essas unidades precisariam ampliar a arrecadação em pelo menos 20%. O Rio tem 18 bancos de leite, e regiões como Baía de Ilha Grande, Norte e Lagos têm UTIs neonatais, mas não contam com essas estruturas.
Mãe de gêmeos prematuros, a designer Damires Teixeira Pontes precisou do leite doado enquanto os filhos estavam internados e ainda não conseguiam sugar. Já a engenheira Débora Cristina começou a doar o excedente que antes descartava. A Fiocruz ressalta que a doação só ocorre quando a mulher está saudável, produz além da necessidade do próprio bebê e garante sua alimentação; “a prioridade é sempre o bebê da doadora”, afirmou Rozania Bicego Xavier, gestora do ambulatório de Pré-Natal e do Comitê de Aleitamento Humano do IFF.
