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Documentos contradizem Valadão sobre controle financeiro da Lagoinha

Pastor André Valadão
Pastor André Valadão. Foto: Reprodução

Documentos e comunicações da contabilidade da Lagoinha Global indicam que a entidade exigia informações detalhadas sobre as finanças de suas filiais, em contraste com a declaração do pastor André Valadão de que a organização não administra nem participa da gestão financeira das igrejas locais. As unidades precisavam enviar notas fiscais, extratos bancários e planilhas usadas no dia a dia. Com informações de Metrópoles.

As igrejas também deviam detalhar a arrecadação de cada culto, separando os valores recebidos por cartão, Pix e dinheiro. Havia previsão de multa para as sedes que não prestassem as informações. A Lagoinha retinha 15% da receita bruta de cada unidade, divididos entre a convenção Global e a respectiva regional, com repasse calculado após os cultos.

O tema ganhou repercussão depois da revelação de que Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro e então presidente da Lagoinha Belvedere, em Belo Horizonte, destinou R$ 19 milhões à igreja em menos de um ano. Valadão afirmou que não conhecia a dimensão dos valores e sustentou que os recursos eram investimentos em infraestrutura. Em nota, a Lagoinha Global disse que não participou da captação ou movimentação das doações para a obra e determinou auditoria após as informações se tornarem públicas.