Com mesma doença de Lito, mulher perde movimentos em 60 dias

Maria Albina da Rosa, de 33 anos, perdeu a fala, os movimentos e a capacidade de se alimentar pela boca em poucos meses após desenvolver a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), condição neurodegenerativa rara. Ela saiu do Paraguai para buscar atendimento em Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, e recebeu o diagnóstico após exames e encaminhamento a um neurologista em Dourados.
O marido, Joel Brás Duarte, de 41 anos, disse que os primeiros sintomas surgiram em setembro de 2025, com dores na nuca e nas costas. Em novembro, Maria passou a ter esquecimentos e alterações de comportamento. Em janeiro de 2026, já enfrentava dificuldade para falar, se movimentar e se alimentar sozinha. “Vem igual uma avalanche, não dá mais tempo porque a pessoa esquece tudo”, afirmou Joel.
Hoje, Maria permanece acamada, usa sonda para alimentação e não consegue falar ou andar. Joel deixou o trabalho para cuidar dela em tempo integral e pediu auxílio ao INSS. A DCJ decorre do acúmulo de proteínas anormais, os príons, no cérebro; não há cura nem tratamento que aumente a sobrevida, e o atendimento busca controlar sintomas e dar qualidade de vida ao paciente.
