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Cenas fortes e mensagens: o que levou à prisão de dois PMs por tortura

Polícia Militar do Paraná
Mensagens de PM admitindo as torturas. Foto: Reprodução

Dois policiais militares foram presos na manhã desta segunda-feira (29), suspeitos de praticar tortura no litoral do Paraná. Patrick Luiz da Rosa e Rodrigo Ramos Patrício Pinto, que atuam em Pontal do Paraná, são investigados por usar a função pública e a estrutura do Estado para espancar vítimas e exigir pagamentos em dinheiro.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Paranaguá conduziu as investigações. Uma das provas citadas pelo órgão é um vídeo que mostra os PMs agredindo um homem de 24 anos com pedaços de madeira, socos e chutes. Segundo o Gaeco, os policiais compartilharam o vídeo entre si em agosto de 2025, e o relatório da investigação alerta para “cenas fortes”.

As investigações apontam que os policiais abordaram a vítima dentro de uma casa durante o atendimento a uma ocorrência de invasão de domicílio. O Gaeco também afirma que, em outro momento, o mesmo homem sofreu novos episódios de violência “na sede da 5ª Companhia do 9º Batalhão da Polícia Militar, na presença de demais militares estaduais e de civis”.

Os investigadores também apuram extorsão. De acordo com o Gaeco, os celulares dos policiais foram apreendidos depois que outro homem procurou o órgão, em novembro de 2025, e relatou tortura e cobrança de pagamentos quinzenais de até R$ 3 mil. A defesa dos policiais afirmou que os autos estão sob segredo de Justiça e que busca acesso ao processo. Em nota, a Polícia Militar do Paraná informou que os dois permanecem presos e afastados das atividades.