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Por que o cérebro insiste em consumir notícias ruins

Pessoa usa celular diante de conteúdos negativos
Pessoa usa celular enquanto acompanha conteúdos nas redes sociais. Foto: Reprodução

O consumo compulsivo de notícias negativas nas redes sociais, conhecido como doomscrolling, pode afetar o humor, o sono e o bem-estar. O psiquiatra Thiago Roza, neurocientista e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), relaciona o comportamento a um uso problemático mais amplo das plataformas digitais.

O cérebro tende a prestar atenção a novidades e possíveis ameaças como mecanismo de proteção, explica o psicólogo Craig Sawchuk, da Mayo Clinic. Diante de situações preocupantes ou incertas, a busca por mais informações pode dar uma sensação momentânea de controle, mas também alimentar medo e insegurança. A exposição repetida a conteúdos ameaçadores pode aumentar ansiedade, raiva, tristeza, impotência e pessimismo.

O hábito também pode adiar o horário de dormir e causar cansaço, irritabilidade e dificuldade de concentração no dia seguinte. Para reduzir os impactos, especialistas recomendam limitar horários e tempo de acesso às notícias, evitar o celular antes de dormir, priorizar atividades presenciais e buscar ajuda profissional se os sintomas comprometerem a qualidade de vida.