Dor atribuída a ansiedade termina em diagnóstico de dois aneurismas

Fortes dores de cabeça levaram a corretora de imóveis Deiny Ferreira, de 40 anos, a buscar atendimento médico em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. Após ouvir hipóteses como ansiedade e estresse, ela fez uma tomografia que levantou a suspeita de aneurisma cerebral. “Era uma enxaqueca muito forte, uma dor que não tinha explicação”, relatou. Com informações do Metrópoles.
O neurocirurgião Victor Hugo Espíndola avaliou que a cefaleia tinha características de enxaqueca e iniciou o tratamento, que apresentou boa resposta. Uma angiografia cerebral, porém, confirmou dois aneurismas nas carótidas: um de 2,9 milímetros e outro de 1,9 milímetro. A paciente decidiu tratar as alterações após conversar com o especialista.
Deiny passou por procedimentos endovasculares em janeiro e maio, um para cada lado, e teve boa recuperação, segundo o médico. Aneurismas pequenos podem ser acompanhados, e a definição entre vigilância e intervenção considera fatores como tamanho, localização, formato, idade, condição de saúde e riscos individuais. A ruptura pode causar hemorragia subaracnóidea, um tipo de AVC hemorrágico que exige atendimento imediato.
