Dor no ombro após os 40 nem sempre indica lesão, diz estudo

Sentir dor no ombro após os 40 anos é comum, mas uma alteração detectada na ressonância magnética não significa, por si só, doença ou necessidade de cirurgia. Estudo finlandês publicado no Jama Internal Medicine alerta para o risco de diagnósticos excessivos e tratamentos desnecessários baseados apenas em exames de imagem. Com informações de UOL.
Os pesquisadores avaliaram 602 adultos de 41 a 76 anos e encontraram alguma alteração no manguito rotador em 99% dos participantes. Entre quem não relatava sintomas, 96% apresentavam alterações na ressonância; entre as pessoas com dor, o índice chegou a 98%. O manguito rotador reúne quatro tendões que ajudam a movimentar e estabilizar a articulação do ombro.
Marcos Pimentel, ortopedista do Hospital Ortopédico da Bahia, afirma que o diagnóstico deve começar pela avaliação clínica e pelo exame físico. A ressonância se torna mais útil quando há sintomas persistentes associados a sinais de alterações patológicas. O tratamento inicial costuma incluir fisioterapia, analgésicos, anti-inflamatórios por curto período e fortalecimento muscular; cirurgias ficam restritas a situações específicas, como rupturas completas ou lesões que não respondem ao tratamento conservador.
