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Doria tenta explicar frase sobre falta de hábitos alimentares dos pobres

 

A assessoria da prefeitura de SP enviou nota ao DCM em resposta às críticas do embaixador da ONU:

É lamentável que intelectuais e especialistas critiquem algo com base em informações superficiais e incompletas. Sem conhecer a dinâmica dos acontecimentos, Petrini atacou o prefeito de São Paulo usando-se, para isso, mais de frases de efeitos do que argumentos.

Para entender o real contexto dos fatos e fazer um juízo adequado tanto das críticas do italiano quanto dos acontecimentos é preciso esclarecer que:

1.            Ao usar a frase relativa aos “hábitos alimentares”, tanto no programa televisivo quanto recentemente, o prefeito de São Paulo quis dar ênfase ao drama das pessoas que passam fome e que precisam de soluções urgentes. Por uma questão de lógica elementar, somente tem hábito alimentar quem consegue comer – e quem não consegue sofre os malefícios da fome. O prefeito não se referiu a pobres que comem, mas a pessoas que passam fome, uma conclusão óbvia.

2.            A farinata não será distribuída como substituto de alimentos naturais. O produto, fabricado por uma entidade não-governamental com aval da Igreja Católica, foi incluído como uma possibilidade de reaproveitamento de alimentos próximos à data de vencimento. A farinata seria, então, usada como suplemento alimentar. Antes, no entanto, de qualquer eventual distribuição do produto, ainda serão necessários estudos de como isso será feito.

3.            A discussão sobre a farinata surgiu dentro da criação de um programa da Prefeitura para combater o desperdício dos alimentos.

4.            O italiano ignora, por completo, iniciativas da Prefeitura na área de alimentação, como o Banco de Alimentos, o incentivo à criação de hortas e o uso de alimentos orgânicos na merenda escolar. Pela primeira vez, será servido um alimento orgânico in natura na rede municipal de ensino: a Secretaria Municipal de Educação assinou, no último dia 25, oito contratos da agricultura familiar para adquirir de cooperativas do Vale do Ribeira  banana nanica e prata, convencional e orgânica. Os alimentos começam a ser distribuídos nas escolas a partir do próximo dia 6.

https://www.youtube.com/watch?v=gFdTFtbrIkY