Apoie o DCM

Drones com explosivos cruzam rotas de helicópteros e preocupam pilotos no Rio

Pessoas em fila para curso de operação de drones no Complexo da Penha
Pessoas em fila em uma quadra durante curso de operação de drones no Complexo da Penha. Foto: Reprodução

Criminosos passaram a usar drones adaptados para lançar granadas contra grupos rivais no Rio de Janeiro, e os equipamentos também preocupam pilotos por sobrevoarem áreas próximas às rotas de helicópteros e aeronaves do Aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Oeste. Um piloto ouvido pelo RJ2 alertou que uma colisão pode provocar danos graves e até deixar uma aeronave sem controle.

Imagens obtidas pela polícia há cerca de duas semanas mostram uma fila de pessoas em uma quadra no Complexo da Penha, na Zona Norte, para um curso de operação de drones que traficantes teriam organizado. Na semana passada, criminosos lançaram uma granada por drone contra rivais na comunidade do Canal, em Vargem Grande. O explosivo atingiu um trailer, sem deixar feridos, e a PM prendeu dois suspeitos, além de apreender o equipamento, granadas caseiras e dinheiro.

A Polícia Civil investiga 18 ocorrências de bombas lançadas por drones e suspeita que o total seja maior. No Complexo do Alemão, a inteligência da Core identificou coberturas construídas sobre ruas e vielas entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026. Para Marcos Motta, coordenador da Coant, os telhados podem evitar ataques de facções rivais, mas também prejudicam o monitoramento policial.