Dudalina é condenada após dizer que funcionária negra só podia usar a porta dos fundos

O Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região (TRT-24) condenou o Grupo Veste, proprietário da Dudalina, a pagar R$ 36 mil por danos morais a uma ex-funcionária negra. A decisão de segunda instância envolve denúncias de discriminação racial e assédio moral em uma loja da marca no Shopping Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.
A mulher, de 30 anos, trabalhou por um mês e 27 dias no estabelecimento, a partir de setembro de 2025. Ela afirmou à Justiça que a gerente a criticava por seu cabelo e suas roupas, dizendo que ela não se enquadrava no “padrão Dudalina”. Também relatou que precisava entrar e sair pela porta dos fundos do shopping e permanecia isolada na sala de estoque, sem circular pela loja.
O relator do caso, desembargador Nicanor de Araújo Lima, afirmou que uma testemunha confirmou o tratamento diferenciado e o isolamento sofrido pela trabalhadora. O Grupo Veste informou que recorrerá da decisão, classificou as alegações como “falaciosas e maldosas” e declarou não tolerar discriminação, preconceito ou assédio.
