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É possível “morrer de tristeza”? O que diz a ciência

Tristeza. Foto: Reprodução

A expressão “morrer de tristeza” costuma ser associada à literatura e ao senso comum, mas especialistas afirmam que emoções intensas podem provocar efeitos reais no organismo. Segundo médicos ouvidos pelo jornal O Globo, situações como luto, rejeição amorosa e sofrimento psicológico profundo podem desencadear alterações biológicas capazes de afetar diretamente o coração e aumentar o risco de complicações graves.

De acordo com cardiologistas, episódios de forte estresse emocional levam à liberação de hormônios como adrenalina, noradrenalina e cortisol. Esse processo pode elevar a pressão arterial, acelerar os batimentos cardíacos e aumentar a sobrecarga sobre o sistema cardiovascular.

Em casos mais severos, pode surgir a chamada síndrome do coração partido, ou cardiomiopatia de Takotsubo, caracterizada pelo enfraquecimento temporário do músculo cardíaco e sintomas semelhantes aos de um infarto. Psiquiatras apontam que a tristeza não é considerada uma causa direta de morte, mas pode contribuir para uma série de alterações físicas e mentais.

Quadros prolongados de sofrimento emocional estão associados a problemas como hipertensão, alterações metabólicas, distúrbios gastrointestinais, insônia e agravamento de doenças já existentes. Pessoas idosas, isoladas socialmente, com depressão prévia ou doenças cardiovasculares estão entre os grupos mais vulneráveis.