É seguro correr com o ar poluído nas grandes cidades?

Correr em meio à poluição urbana pode comprometer parte dos benefícios da atividade física. Nas grandes avenidas, o ar costuma concentrar gases como dióxido de nitrogênio, ozônio e monóxido de carbono, além de partículas microscópicas que penetram profundamente nos pulmões. Durante a corrida, o aumento da frequência respiratória faz com que o corpo inale mais desses poluentes e, ao respirar pela boca, o ar não passa pelo filtro natural do nariz, elevando ainda mais a exposição.
Mesmo assim, especialistas apontam que os benefícios do exercício costumam superar os riscos da exposição moderada. Estudos realizados em Londres e Copenhague mostram que pessoas que se exercitam regularmente vivem mais e têm menos doenças crônicas do que as sedentárias, mesmo em locais com ar de qualidade duvidosa. Por outro lado, pesquisas como a da Environmental Health Perspectives (2022) alertam que a poluição do ar pode reduzir a expectativa de vida global em até dois anos.
A melhor estratégia é reduzir o contato com o ar poluído sem abandonar o exercício. Correr em parques, ruas internas e horários de menor movimento é o ideal. Em dias secos ou com alertas de má qualidade do ar, o treino pode ser feito em ambientes fechados e bem ventilados. O equilíbrio entre manter o corpo ativo e proteger o sistema respiratório é essencial, já que qualidade do ar também significa qualidade de vida.
