EBC corta despesas e muda a sua grade para tentar elevar audiência

Da Folha:
Em meio a um aperto financeiro e baixos índices de audiência, a EBC (Empresa Brasil de Comunicação) apostará na redução da folha de pagamento para equilibrar as contas e na mudança da grade de programação para atrair o público em 2018.
No ano em que participará de grandes coberturas, como a Copa do Mundo da Rússia e a sucessão presidencial, a empresa estatal disporá de um orçamento para investimento R$ 20 milhões menor que o de 2017.
A expectativa para outros gastos não obrigatórios também caiu. Serão R$ 10 milhões a menos.
O gasto anual da empresa tem girado em torno de R$ 680 milhões nos últimos anos, sendo R$ 350 milhões (51,4%) para pagar pessoal.
Desde 2016, além de fazer cortes em gastos administrativos, a direção da empresa de comunicação encerrou contratos com jornalistas experientes como Leda Nagle, Luis Nassif e Tereza Cruvinel.
Diante do cenário difícil, a EBC lançou um Programa de Demissão Voluntária até fevereiro cuja expectativa é de adesão de pelo menos 220 funcionários. A empresa tem hoje 2.500 pessoas.
A estatal ainda negocia uma parceria de R$ 30 milhões com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para recuperação do acervo.
Outra estratégia que está sendo avaliada é fazer permutas em imóveis alugados.
O conglomerado estatal de comunicação –que inclui dois canais de TV, oito emissoras de rádio e uma agência de notícias– gasta anualmente cerca de R$ 18 milhões em aluguéis de imóveis em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.
“O ano que vem será apertado para toda a administração pública. Quem não tiver se preparado terá problemas”, disse o diretor de administração e finanças da empresa, Luiz Antonio Ferreira.
