Economia vai piorar: Paulo Guedes, homem de Bolsonaro, propõe reduzir reservas internacionais

Publicado em 31 outubro, 2018 10:06 am

Reportagem de Ribamar Oliveira no Valor Econômico informa que, nas discussões internas da equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro, o futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, propôs a redução das reservas internacionais do país, que hoje somam US$ 380,3 bilhões. Para Guedes, segundo informou ao Valor uma fonte que participou da elaboração do programa do novo governo, não faz sentido o Brasil manter nível tão elevado de reservas cambiais, principalmente, porque o custo de carregamento é muito alto.

De acordo com a publicação, um dos argumentos de Guedes é que a venda de parte das reservas permitiria reduzir o tamanho da dívida pública, além de diminuir substancialmente a despesa com os juros dessa dívida, o que é considerado pelo principal economista de Bolsonaro um dos objetivos primordiais da nova política econômica. As reservas brasileiras foram constituídas por meio de endividamento público. O Banco Central usa títulos emitidos pelo Tesouro Nacional para obter os recursos necessários à compra de dólares. Assim, o custo das reservas é calculado pela diferença entre a taxa de captação do Tesouro, que grosso modo corresponde à taxa básica de juros (Selic), e a remuneração obtida pela aplicação dos recursos no exterior, geralmente muito baixa.

Hoje, as reservas equivalem a 20% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto a dívida bruta do governo, nos 12 meses acumulados até setembro, está em 77,2% do PIB, completa o Valor.

Paulo Guedes. Foto: Agência Brasil

 

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