Egito reabre tumba de Amenhotep III após 20 anos de restauração no Vale dos Reis

No sábado (4), a tumba do faraó Amenhotep III foi reaberta ao público após duas décadas de restauração. Localizada em Luxor, no Vale dos Reis, a monumental estrutura passou por um processo minucioso de conservação para evitar o colapso da sua estrutura. A reabertura marca também a contagem regressiva para a inauguração do Grande Museu Egípcio, em Giza, e reforça o esforço do país em valorizar o patrimônio histórico e impulsionar o turismo.
Segundo o Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, a restauração mobilizou mais de 260 profissionais entre técnicos e pesquisadores, em parceria com especialistas japoneses. “Foi um projeto incrivelmente delicado, pois a tumba sofria deterioração severa”, declarou Mohamed Ismail Khaled, secretário-geral do órgão. O local, identificado como WV22, possui um corredor de 36 metros que leva até a câmara funerária principal de Amenhotep III, além de duas laterais atribuídas às rainhas Tiye e Sitamun.
Os murais restaurados mostram o faraó em meio a divindades do antigo Egito, e as inscrições da câmara remetem ao Livro dos Mortos, texto ritualístico que guiava os faraós em sua jornada ao além. Amenhotep III, avô de Tutancâmon, governou entre 1390 e 1350 a.C. e é lembrado por conduzir um dos períodos mais prósperos da civilização egípcia. Parte de seus tesouros originais permanece em museus estrangeiros, enquanto sua múmia está exposta no Museu Nacional do Cairo.
