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El Niño de 2026 atinge aquecimento recorde e deve ganhar força até o fim do ano

Mapa do Pacífico Equatorial com áreas de aquecimento da água
Mapa indica o aquecimento das águas na faixa equatorial do Oceano Pacífico. Foto: Reprodução

As temperaturas diárias do Oceano Pacífico Equatorial alcançaram níveis recordes e indicam que o El Niño de 2026 pode se tornar um dos mais intensos já observados. O Climate Reanalyzer registrou anomalia de 3,04°C na região Niño 3.4 em 20 de setembro, maior valor diário já medido nessa faixa e acima do pico de 3,02°C observado em 2015.

A intensidade do fenômeno, porém, depende da média mensal da temperatura. A média de setembro na região Niño 3.4 estava em 2,1°C, patamar que classifica o episódio como muito forte. O climatologista José Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Cemaden, afirmou que termos como “Super El Niño” ou “Mega El Niño” não fazem parte da classificação da NOAA, que usa as categorias fraco, moderado, forte e muito forte.

Climatologistas esperam o pico do aquecimento entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. No Brasil, o El Niño costuma elevar as chuvas no Sul e reduzir a precipitação no Norte e em partes do Nordeste, além de aumentar a irregularidade das chuvas no Sudeste e Centro-Oeste e favorecer ondas de calor.