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A prática brutal de usar elefantes em execuções públicas

Ilustração de elefante usado em execução pública
Ilustração retrata um elefante conduzido durante uma execução pública. Foto: Reprodução

Elefantes treinados foram usados durante séculos em execuções públicas na Índia e em outras partes da Ásia. A prática servia para punir rebeldes, inimigos políticos, prisioneiros de guerra e pessoas condenadas, mas também funcionava como demonstração da autoridade de sultões e imperadores, que controlavam animais caros e difíceis de treinar. Com informações da SuperInteressante.

Textos indianos antigos, como o Arthaśāstra e o Manusmriti, já mencionavam punições com elefantes. Os relatos se multiplicaram no Sultanato de Déli, entre os séculos 13 e 16, e continuaram no Império Mogol. Condutores conhecidos como mahouts davam comandos para que os animais arrastassem, pisoteassem ou mutilassem os condenados. No Sião, atual Tailândia, há relatos de elefantes que lançavam vítimas ao ar antes de esmagá-las.

O viajante marroquino Ibn Battuta, que esteve na Índia entre 1333 e 1342, descreveu animais com peças de ferro afiadas nas patas para despedaçar acusados de tentar matar um vizir. A prática perdeu força a partir do século 18, sob influência europeia. Em 1801, o aristocrata Vithoji Rao Holkar morreu esmagado por um elefante após ser capturado pelo peshwa Bajirao II, em meio a uma disputa pelo poder no Império Marata.