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Idosos são esquecidos nos planos dos presidenciáveis; entenda

Pessoa idosa
Pessoa idosa. Foto: Reprodução

O Brasil deve ter a quinta maior população idosa do mundo em 2030, segundo projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS). Especialistas ouvidos pela Veja Saúde avaliaram os planos de 12 presidenciáveis e concluíram que as propostas mostram maior compreensão sobre o envelhecimento, mas ainda não acompanham a velocidade da transformação demográfica.

Ronaldo Caiado (PSD) apresentou o conjunto mais amplo de medidas voltadas diretamente à população idosa, na avaliação da geriatra Maisa Kairalla. O plano prevê linhas de cuidado para demência, prevenção de fragilidade, quedas e fraturas, reabilitação e metas para avaliação de osteoporose após fraturas. Flávio Bolsonaro (PL) cita o cuidado a idosos com Alzheimer e outras doenças neurológicas, enquanto Lula aborda instrumentos de financiamento, metas de vacinação, cirurgias e exames no SUS.

O geriatra Eduardo Canteiro Cruz defendeu que o fortalecimento da atenção primária venha acompanhado de capacitação profissional, orçamento e indicadores de resultados. Os especialistas também apontaram a ausência de referências à Década do Envelhecimento Saudável, de ações contra o etarismo, de formação em geriatria e gerontologia e de políticas que tratem a pessoa idosa como protagonista do próprio cuidado.