Elio Gaspari e a subseção da Gestapo em Santa Catarina: PF ainda não concluiu inquérito

Elio Gaspari, em sua coluna de hoje na Folha e em O Globo, publica duas notas relevantes. Uma dá conta de que, se o empresário Jacob Barata Filho decidir fazer delação, o que resta do esquema de Sergio Cabral no Rio de Janeiro vai para o buraco. Mas a delação dele só terá valor se ocorrer juntamente com a de Lélis Teixeira, ex-presidente do Sindicato das Empresas de ônibus do Rio e da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros, a Fetranspor. Um é milionário, o outro, além de rico, é operador. É preciso esperar.
A outra nota é sobre uma Gestapo da Lava Jato, no subseção de Santa Catarina, que levou à morte o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina. A Polícia Federal, que humilhou o reitor, empurra a conclusão do inquérito com a barriga. É o que informa Elio:
Cancellier
Na terça-feira completam-se três meses da manhã em que o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Luiz Carlos Cancellier, matou-se. Ele havia sido preso e, solto, estava proibido de entrar no campus.
O ano termina hoje, mas ainda não se sabe o que a Polícia Federal apurou com a barulhenta “Operação Ouvidos Moucos”. Até agora, nadinha.
