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Em entrevista, Doria diz que errou ao viajar demais

Do Brasil 247:

O Mariana Godoy Entrevista desta sexta-feira (17) recebeu o prefeito de São Paulo João Doria, apontado como possível pré-candidato do PSDB à presidência da República. Nesta entrevista da série que o programa realiza com os presidenciáveis, Doria garantiu que não será candidato ao Planalto, acusou, mais uma vez, a gestão do PT de ter roubado o país, defendeu que o governo privatize grandes estatais, mostrou-se contrário à taxação de grandes fortunas e elogiou a reforma trabalhista que, para ele, penalizava os patrões e deixava a relação com os funcionários injusta.

João Doria iniciou a participação no programa dizendo o que aprendeu nos meses à frente da Prefeitura de São Paulo: “Aumentar a minha resiliência, porque os enfrentamentos são muito grandes em uma cidade do tamanho de São Paulo”. Ele destacou, ainda, a capacidade de manter o otimismo, mesmo diante dos problemas e da falta de recursos que, segundo ele, tem encontrado em sua gestão.

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João Doria garantiu que não será o candidato do PSDB à presidência da República: “Vou repetir o que eu disse aqui da última vez. Eu não me apresento como pré-candidato do PSDB e sim como prefeito da cidade de São Paulo. Fico muito feliz de ser lembrado.” Apontado como um ‘contraponto ao PT’, o político tucano observou que, na política, “um dia é uma eternidade”, mas sentenciou: “Daqui de São Paulo, o governador Geraldo Alckmin e eu sairemos unidos.” Doria reassumiu o compromisso de não disputar prévias do partido caso o governador de São Paulo decida ser o candidato da legenda: “Não faz sentido isso, eu sou amigo do Geraldo Alckmin, como é que eu vou disputar com o Geraldo Alckmin”?

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Depois de trocar farpas publicamente com um cacique do PSDB, o ex-governador de São Paulo Alberto Goldman, Doria garantiu que os dois se entenderam: “Já recompomos. Isso foi um momento, já tivemos uma boa conversa, zeramos as nossas questões.” O prefeito de São Paulo afirmou que divergências acontecem às vezes, mas observou: “Tolerância, bom senso, equilíbrio, diálogo é sempre melhor do que o atrito”.

Questionado se pensa em deixar a legenda de que faz parte desde 2001, Doria garantiu que não: “Não há razão para eu sair do PSDB.” Ele ainda falou sobre sua relação com a prefeitura de São Paulo: “Eu gosto de prefeitar, eu amo a minha cidade, gosto do que estou fazendo, amo o Brasil.”

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João Doria comentou a queda da taxa de aprovação de sua gestão à frente da prefeitura de São Paulo e opinou se o excesso de viagens e a postura agressiva diante de alguns adversários políticos poderiam ter influenciado nessa mudança negativa dos números: “Em relação às viagens eu já diminui. De fato, elas, talvez em excesso, tenham prejudicado e essa sensação de ausência, embora não proceda, mas a sensibilidade e a humildade determinam é melhor ouvir a voz das ruas e ter a humildade de corrigir e eu já posicionei isso, então estamos viajando menos e trabalhando mais.” Ele continuou: “Em relação à agressividade, foi o episódio do Goldman, aquele episódio é que foi. Como ganhou muita repercussão, mas como nós já reconciliamos, então é uma demonstração clara de que eu sou conciliador, eu sou integrador, não sou odioso e nem tenho essa linha de machucar as pessoas, não é o meu perfil”.