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Em SP, Doria quer entregar o monopólio do gás ao capital privado

Do Estadão

João Doria Jr. Foto: Nelson Almeida/AFP

Enquanto Sergipe e Rio avançam em direção ao novo mercado de gás, São Paulo dá sinalizações por um caminho oposto ao proposto pelo governo. Um dos maiores investimentos previstos no Estado pode resultar na verticalização do setor (domínio de uma empresa em diferentes setores de uma atividade econômica).

O governo federal teme que haja, no Estado, a troca do monopólio estatal, da Petrobrás, por um privado, do grupo Cosan. A empresa pretende construir um gasoduto, um terminal de regaseificação e ainda um sistema de escoamento, tratamento e processamento de gás natural.

Para o subsecretário de Infraestrutura da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente de São Paulo, Glaucio Attorre Penna, o Estado tem mecanismos para inibir prejuízos decorrentes da verticalização, por meio da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp). “Estamos à disposição para desmistificar e debater esse tema”, disse.

O coordenador-geral de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Gustavo Gonçalves Manfrim, admite que a situação de São Paulo tem sido monitorada de perto – ainda que os planos não sejam oficiais, até o momento – devido ao risco de prejuízo aos consumidores. “A visão do governo federal é a de que não deve haver verticalização das redes. O produtor não deve ter elo com o distribuidor, com o proprietário da unidade de processamento de gás natural (PGN) e com o transportador”, disse. “Na nossa opinião, o mercado não deve ser vertical, pois isso traz prejuízos aos consumidores.”

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