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Em texto inacreditavelmente sabujo, Marta Suplicy defende a intervenção e Temer: “corajoso, necessário, ousado, inteligente…”

A senadora Marta Suplicy perpetrou umas das defesas mais constrangedoras de Temer e de sua intervenção militar no Rio. Eis a incrível Marta em seu melhor:

O presidente da República, Michel Temer, deu um passo necessário, acertado, eu diria corajoso ao propor a intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro.

Absolutamente necessário porque, como todos vimos, e autoridades do estado do Rio de Janeiro reconheceram, neste Carnaval, o cenário presente é de “desgoverno total” na área da segurança pública. O carioca foi “capturado” pelo crime organizado, como disse o ministro Moreira Franco. (…)

Não é o momento de se apequenar. É preciso coragem e ousadia para tomar a decisão, enfrentar e derrotar a criminalidade.

O presidente Temer, com a sua iniciativa, diz um “basta”, e propõe uma reação para reassumir o controle e a ordem no Rio de Janeiro.

Tem quem conteste suas razões: aqueles que dizem que “números” da segurança do Rio de Janeiro, de fato, são menores do que outros estados e que não justificam a intervenção.

Pior, tem aqueles que “desinformam” a população, dizendo que se trata de uma ação “perigosa”, pois seria uma intervenção “militar”, um risco para a democracia.

Não é nada disso! É manipulação: quem fala isso! (sic)

Vamos fazer rápidos esclarecimentos:

Primeiro, a intervenção federal é um instrumento constitucional previsto no regime democrático.

É uma intervenção federal e não militar. A diferença é que a intervenção federal é temática, estritamente sobre a área da segurança pública, mas mantendo sob a responsabilidade do atual governador todas as demais áreas da administração pública. Ela não é decorativa. Ela é temática. O que é diferente.

Quem fala em intervenção militar, quer confundir as pessoas.

Segundo, não é um ato unilateral do presidente. Temos anuência do governo local e estamos aqui, democraticamente, votando essa medida nas duas Casas do Congresso Nacional. A Câmara dos Deputados já aprovou.

Estamos, na verdade, reforçando o laço de solidariedade do país e da União com o Rio de Janeiro frente uma situação de insustentabilidade.

Recuperar a ordem pública, no Rio de Janeiro, vai irradiar benefícios aos demais estados. A crise política e econômica que recentemente enfrentamos não pode ser ignorada. Nessa violência há componentes sociais, de desemprego, de falhas na segurança pública e institucionais que levaram a esse estado de coisas.

Depois, dizem que não vai ter recursos. Não é verdade!

R$ 100 milhões já estão, hoje, alocados para a GLO (Garantia da Lei e da Ordem).

Quando um governo não consegue dar conta de uma situação desse tipo de criminalidade, pede a força militar. Esse dinheiro é usado para isso. Agora, vai ser usado para essa intervenção.

E o presidente foi enfático, dizendo que o dinheiro é garantido.

Ninguém entra numa situação séria, como essa, se não é para ir até o fundo e fazer funcionar.

Quais as ponderações que são feitas e acho que são justas?

A intervenção, por si só, não é suficiente para o resolver o problema.

Evidentemente, o governo federal sabe disso. São necessárias outras ações. Não basta recuperar territórios, é fundamental investir nas escolas dos territórios, nos postos de saúde, criar áreas de esportes; tudo que faça um lugar ser habitável, com futuro e perspectivas de oportunidades alternativas ao tráfico.

Pensar, a curto prazo, que a repressão tem de estar lá e acontecendo, mas ter, a longo prazo, a ideia da sustentabilidade e da oportunidade para as pessoas. (…)

A escolha do general Braga, comandante militar do leste, que assume a tarefa: é experimentado; foi da inteligência durante muito tempo, não está caindo de paraquedas. Foi chamado, assume e tem capacidade e condição para tal. (…)

Por fim, além do fundamental respaldo do Congresso Nacional e o apoio da opinião pública, que segundo soube está em 83%, o interventor tem liberdade operacional, nos limites constitucionais e aqueles estabelecidos pelo decreto, para estabelecer as condições de êxito.

Vamos pensar no que podemos fazer hoje. Temos que ter mais solidariedade, amadurecimento e responsabilidade com as pessoas que estão sob esse fogo cruzado e não veem uma possibilidade de mudança. E faz tempo que está assim!

Nós poderemos, com essa contribuição, hoje, ajudar, não só Rio de Janeiro, mas o país.

Já estamos superando dificuldades na área econômica, pela ousadia e coragem do governo Temer, que planejou, propôs, debateu e aprovou aqui no Congresso Nacional uma série de ajustes também absolutamente necessários e acertados.

Ajustes, diga-se de passagem, muito combatidos, mas a verdade está aparecendo, e começamos nossa recuperação econômica.

Essa intervenção no Rio de Janeiro é um resgate para o poder público. É na adversidade que damos a volta por cima e crescemos. É quando tomamos decisões de peso e de consequências: essas serão positivas, tenho certeza, para todos os brasileiros.

Feitos um para o outro