Apoie o DCM

Em tour nos EUA, Bolsonaro dirá que associá-lo à extrema-direita é ‘fake news’

Da BBC:

Em sua principal empreitada internacional em 29 anos de carreira política, o pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSC-RJ) tentará dissociar sua imagem de radicalismos, apresentando-se como um político de “centro-direita” em visitas no mês que vem a quatro Estados com comunidades brasileiras expressivas nos Estados Unidos.

(…)

A BBC Brasil conversou com o principal articulador da campanha de Bolsonaro nos Estados Unidos, um empresário radicado há décadas no país. Filho de um ex-diplomata, ele faz parte do círculo íntimo da família de políticos, que também inclui o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) e o deputado estadual Flavio Bolsonaro (PSC-RJ), e preferiu manter sua identidade em sigilo.

“Jair vai mostrar que, se a candidatura for confirmada, ele será o candidato mais pró-Estados Unidos entre todos os outros em termos de engajamento geopolítico e comercial”, adianta o aliado.

“Ele não tem visão terceiro mundista. Lula sempre bateu muito na tecla dos Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). A visão do Jair é bem distinta, bem a favor de um alinhamento, uma aproximação maior com os EUA, e essa visita é uma demonstração disso.”

(…)

A programação do deputado federal nos EUA também inclui um debate com o filósofo Olavo de Carvalho, o analista político Jeffrey Nyquist e jornalistas da rede de TV Fox News.

Jair Bolsonaro também defenderá, segundo o aliado, que o “rótulo de extrema-direita é ridículo”.

(…)

“Além da conta bancária distinta, o compromisso de Jair é com a verdade. Ele é de certa forma politicamente incorreto, mas tem um compromisso muito grande com a verdade, o que nem sempre é o caso do Trump, que fala de fake news , mas muitas vezes joga coisas que também são fake (falsas).”

(…)

Questionado sobre a popularidade do prefeito de São Paulo, apontado como principal pedra no sapato de Bolsonaro no eleitorado de direita, o empresário diz que a experiência política do deputado federal e a associação de sua imagem a questões de segurança pública são os principais trunfos dele, caso os dois estejam na corrida presidencial.

“O Doria tem essa imagem de um bom gestor, mas na verdade ele só faz campanha, vive viajando e não está administrando uma cidade de 20 milhões de pessoas. Os índices de rejeição dele nas pesquisas estão crescendo bastante, e isso pegou até a nós mesmos de surpresa”, avalia.

(…)