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“Fazer um filho”: empresa pagará R$ 60 mil após homem assediar funcionária

Mulher em ambiente de trabalho em ilustração sobre assédio
Mulher em ambiente de trabalho em ilustração sobre assédio. Foto: Reprodução

A Justiça do Trabalho de Santos, no litoral de São Paulo, condenou uma empresa de consultoria em Recursos Humanos a indenizar em R$ 60 mil uma trabalhadora vítima de assédio sexual e moral. A decisão da juíza Renata Simões Loureiro Ferreira, da 1ª Vara do Trabalho de Santos, prevê R$ 40 mil pelo assédio sexual e R$ 20 mil pelas agressões morais posteriores.

O processo relata que um colega fez massagens sem consentimento e tocou os seios da mulher. Ele também fez gestos e comentários de conotação sexual, entre eles a frase: “vamos brincar de fazer um filho”. Uma testemunha confirmou o episódio e relatou que a trabalhadora chorou após a situação. Ela precisou de afastamento médico.

A profissional denunciou o caso por escrito à consultoria e também a um superior da empresa onde prestava serviços. A investigação interna levou à demissão do homem apontado como assediador. Depois disso, porém, o chefe pediu que ela “relevasse” o episódio, por considerar o colega um “bom funcionário”, e passou a fazer cobranças e críticas vexatórias. A mulher pediu demissão em novembro de 2025. Três empresas respondem no processo, que tramita sob segredo de Justiça, e as rés também receberam multa por litigância de má-fé.