Empresário compra relógio de luxo usado por R$ 1,1 milhão, alega defeitos e juiz pede provas

Um empresário de Brasília entrou na Justiça após comprar um relógio de luxo da marca Richard Mille, avaliado em R$ 1,1 milhão, e alegar que o produto apresentou defeitos. O comprador pediu a suspensão das parcelas restantes do contrato, a devolução do valor pago e indenização por danos morais. Com informações do Metrópoles.
Segundo a ação, que tramita na 24ª Vara Cível de Brasília, o modelo RM011 AJ RG foi adquirido por R$ 1,1 milhão, com pagamento previsto em oito parcelas de R$ 200 mil. Após pagar a primeira parcela, o empresário afirmou que o relógio apresentou problemas como entrada de água, falha na função de data e defeitos no mecanismo de horas e minutos.
O comprador disse que o vendedor reconheceu os problemas em conversas por aplicativo e teria concordado inicialmente com a devolução do item. Depois, segundo o processo, o vendedor passou a cobrar o restante do valor, alegando mau uso do relógio. O juiz responsável pelo caso apontou falhas na documentação apresentada e chamou a situação de “erros de instrução”.
Entre os problemas indicados pelo magistrado estão a apresentação de uma notificação extrajudicial sem relação com o relógio, a falta de comprovantes do pagamento inicial e a ausência do contrato de compra e venda citado na ação. O empresário terá 15 dias para corrigir a documentação, sob risco de o processo ser encerrado sem julgamento do mérito.
