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Empresário ‘patriota’ estava “frio” e “sem sentimento” ao matar gari, diz testemunha

O executivo Renê da Silva Nogueira Junior – Foto: Reprodução

O gari Tiago Rodrigues, testemunha da morte de Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, afirmou que o empresário suspeito, Renê da Silva Nogueira Junior, agiu de forma indiferente após atirar. “Ele estava frio, sem sentimento. Assim que atirou, entrou no carro como se nada tivesse acontecido e foi embora”, disse. Segundo Tiago, a equipe de limpeza deu passagem ao veículo, mas o motorista passou apontando a arma e disparou.

O gari contou que tentou socorrer o colega, mas Laudemir não resistiu. “Eu achei que ele não ia atirar, mas quando apontou a arma não deu cinco segundos”, relatou. Para ele, não houve discussão no trânsito, apenas uma tentativa do empresário de passar pela via. “Como um ser humano pode fazer isso com um pai de família, uma pessoa na rua que nem conhece? Agora todos querem justiça”, completou.

Renê foi preso horas depois em uma academia na Avenida Raja Gabaglia, em Belo Horizonte, após informações de uma testemunha e imagens de câmeras de segurança que ajudaram a identificar o carro. Ao ser abordado, ele negou o crime, disse que o veículo estava em nome da esposa, delegada da Polícia Civil de Minas Gerais, e que ela possuía uma arma do mesmo calibre usada no homicídio.