Empresário ‘patriota’ que assassinou gari reclamou de ter de agachar 3 vezes na cadeia

O empresário Renê da Silva Nogueira Junior, acusado de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, reclamou durante a audiência de custódia de ter passado por uma “situação constrangedora” no Centro de Remanejamento (Ceresp) Gameleira. Segundo ele, agentes o obrigaram a agachar três vezes ao sair da cela, procedimento padrão em presídios. “Tinha algumas agentes junto que começaram a falar: ‘Tu matou o gari por quê? Você fez isso, covarde’. Eu falei: ‘Cara, primeiro vocês têm que entender que tem uma investigação em curso’”, disse.
A defesa alegou que o empresário é réu primário, tem bons antecedentes e residência fixa, e pediu sigilo no processo, o que foi negado. O juiz Leonardo Vieira Rocha Damasceno manteve a prisão preventiva, afirmando haver provas suficientes para justificar a medida. Renê negou o crime, disse ter ido trabalhar, passeado com o cachorro e seguido para a academia, onde foi preso, alegando ter sido confundido com outra pessoa.
O crime ocorreu em 11 de agosto, no bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte. Testemunhas relataram que o empresário atirou após discutir com a motorista de um caminhão de lixo que bloqueava a via. Laudemir foi atingido na costela e não resistiu. Horas depois, Renê foi preso em uma academia de luxo. O Ministério Público de Minas Gerais determinou que ele permaneça detido até a conclusão das investigações.
Um vídeo mostra o momento em que o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, reage ao ser informado que permanecerá preso pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44, em Belo Horizonte. As imagens foram registradas durante audiência de custódia realizada na… pic.twitter.com/wup7bb2Oqd
— O Tempo (@otempo) August 13, 2025
