Empresário ‘patriota’ que matou gari pediu ajuda a coronel da PM e fingiu surpresa; entenda

Mensagens da Polícia Civil de Minas Gerais mostram que Renê Nogueira Júnior, empresário que confessou ter matado o gari Laudemir de Souza Fernandes em Belo Horizonte, tentou se passar por vítima ao ser abordado por policiais. Horas após o crime, ele acionou um coronel da reserva da PM, a quem chamou de “amigo” e “meu presidente”, pedindo ajuda. “Meu amigo, poderia me dar uma ajuda? Estou cercado por PMs dizendo que eu cometi um homicídio hoje pela manhã”, escreveu Renê. O coronel respondeu: “Solicitei cautela”. O empresário chegou à delegacia sem algemas, no banco traseiro de uma viatura.
No inquérito, os investigadores anexaram imagens de Renê exibindo armas e atirando em festas, comportamento descrito como “fascínio pelo poder”. A perícia confirmou que a arma usada no assassinato pertencia à esposa dele, a delegada Ana Paula Balbino, que teria permitido o uso.
Indiciado por homicídio duplamente qualificado, porte ilegal de arma e ameaça, Renê alega que a morte do gari foi um “acidente” em uma discussão de trânsito. Testemunhas, no entanto, relataram que ele se irritou com a coleta de lixo que bloqueava a rua e ameaçou os trabalhadores antes de disparar.
