Empresário que matou gari e esposa têm R$ 1,2 milhão bloqueado pela Justiça

A Justiça de Minas Gerais determinou o bloqueio de mais de R$ 1,2 milhão das contas de Renê da Silva Nogueira Júnior, acusado de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, e de sua esposa, a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira. A decisão foi tomada pelo juiz Marcus Vinicius do Amaral Daher, da 3ª Vara Cível de Contagem.
O magistrado também ordenou a restrição de veículos em nome do casal, além da entrega das últimas declarações de imposto de renda e da relação de imóveis em todo o país. A medida atende a um pedido da filha de Laudemir, que é adolescente e pede indenização por danos morais, pensão mensal e custeio de sessões de terapia.
O juiz destacou que há fortes indícios de autoria e materialidade do crime, o que gera “elevada probabilidade” de condenação e de obrigação de reparação. Na decisão, o magistrado também ressaltou que Renê vem sucessivamente contratando advogados particulares, o que pode indicar tentativa de reduzir seu patrimônio para custear a defesa.
O movimento motivou o bloqueio imediato dos bens, para garantir a efetividade de uma futura indenização. Quanto à delegada Ana Paula, o juiz considerou que ela pode ser responsabilizada, já que era proprietária da arma de fogo usada no crime. Para o magistrado, havia um dever qualificado de guarda e vigilância do armamento, e a falha nesse cuidado teria permitido que o cônjuge tivesse acesso à arma.
