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Encontrar o “trabalho da vida” é como encontrar o amor perfeito, diz filósofo

Há 20 anos, Roman Krznaric se inscreveu para um curso de culinária na Bahia; mas não conseguiu uma bolsa de estudos e não pôde fazer o curso.

Agora, o filósofo australiano, um dos fundadores da The School of Life, na Inglaterra, finalmente conhecerá o Brasil.

Abriu uma exceção para viajar de avião – ele se preocupa com as emissões de carbono – e virá ao País para uma palestra sobre trabalho, dia 22, no Teatro Augusta.

“Hoje, pessoas de todas as classes sociais começam a enxergar o trabalho como algo para além da sobrevivência. É uma ocupação que pode fazer você se sentir preenchido”, diz.

A saída para a insatisfação, diz, tem algumas alternativas: aplicar seus valores pessoais no trabalho e procurar um emprego que faça diferença no mundo. “Uma das maiores razões de satisfação no trabalho não é dinheiro, mas autonomia”, diz.

Além de aulas e conferências pelo mundo, o australiano toca, paralelamente, um projeto definido por ele como “a grande ambição de sua vida”: a criação de um Museu da Empatia.

“Trata-se de um lugar onde você poderá entrar e conversar com pessoas que não conhece.”

Ele afirma que encontrar o “trabalho da vida” é como encontrar o amor perfeito.

“Isso aprendi com uma mulher que, aos 30, pediu demissão e testou 30 profissões diferentes durante um ano. E ela me disse, no fim desse processo, que encontrar o emprego perfeito é como encontrar um amor perfeito. Você pode fazer uma lista com qualidades que gostaria num parceiro e, no fim, se apaixonar por um que não tenha nenhuma delas. Trabalho é isso. Empregos inesperados podem ser surpreendentemente bons. Por isso, experimentar é importante. Para se dar chance de descobrir novas paixões e talentos.”

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