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A enfermeira que levou 11 anos para descobrir fibrose pulmonar causada por doença autoimune

Lidia Oliveira Cunha com equipamento de oxigênio
Lidia Oliveira Cunha usa suporte de oxigênio. Foto: Reprodução

A enfermeira Lidia Oliveira Cunha, de 55 anos, levou 11 anos para receber o diagnóstico de fibrose pulmonar associada à esclerodermia, uma doença autoimune. Ela começou a ter tosse seca e cansaço por volta dos 40 anos, mas atribuiu os sintomas à asma, bronquite, tabagismo anterior e à rotina intensa de trabalho.

Hoje aposentada antes da hora, Lidia usa cilindro de oxigênio por pelo menos 18 horas diárias e consegue ficar até 40 minutos sem o aparelho. Ela chegou a ser internada às pressas em Belo Horizonte, com saturação de oxigênio em 78%, semanas depois de pedir demissão de um hospital onde pretendia trabalhar. “Não é questão de querer. Eu adoraria trabalhar. Mas as dores são muitas, e me canso até para tomar banho”, afirma.

A fibrose pulmonar provoca cicatrizes que enrijecem o tecido dos pulmões e reduzem a capacidade respiratória. Segundo o pneumologista Adalberto Rubin, tosse, falta de ar e fadiga podem ser confundidas com envelhecimento, bronquite ou enfisema, o que atrasa o atendimento especializado. Na esclerodermia, mais de 70% dos pacientes desenvolvem comprometimento pulmonar, e o tratamento precoce ajuda a frear a perda de função antes que a cicatrização se torne permanente.