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Entenda a crise na seleção argentina às vésperas da Copa

Messi triste ao lado de colegas da seleção da Argentina. Foto: Reprodução

Atual campeã do mundo, a seleção da Argentina chega à Copa do Mundo cercada por incertezas e instabilidade. O ambiente se agravou após a goleada por 5 a 0 sobre a Zâmbia, quando um torcedor interrompeu a coletiva do técnico Lionel Scaloni para criticar os amistosos escolhidos. O futuro de Lionel Messi gerou mais especulações, com o próprio treinador evitando confirmar a presença do jogador na Copa.

Rodrigo De Paul, volante da seleção, tentou minimizar a tensão e pediu para que o foco fosse direcionado ao futebol. Em entrevista ao jornal Olé, ele alegou que a equipe deve ser julgada apenas pelo desempenho em campo, pediu união para defender o título conquistado em 2022 e afirmou que a constante divisão entre o povo argentino prejudica o grupo, que precisa estar unido para manter o foco nos objetivos esportivos.

O desempenho da seleção também não tem convencido. Após uma vitória apertada sobre a Mauritânia, o goleiro Emiliano Martínez reclamou publicamente da atuação do time, dizendo que foi uma das piores partidas de seus amistosos. A cobrança interna aumentou, o que elevou ainda mais a pressão sobre os jogadores, que precisam mostrar mais comprometimento e garra para defender o título.

Fora de campo, a Associação de Futebol da Argentina (AFA) também enfrenta uma grave crise institucional. O presidente Claudio Tapia e outros dirigentes estão sendo investigados por irregularidades no recolhimento de impostos e contribuições sociais, com valores que ultrapassam bilhões de pesos argentinos. A AFA enfrenta uma outra investigação relacionada a operações financeiras suspeitas, o que fez as competições nacionais serem suspensas por alguns dias.