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Entenda como o colesterol pode influenciar a memória e o risco de Alzheimer

Imagem ilustrativa. Foto: Divulgação

Pesquisas recentes mostram que o colesterol exerce um papel crucial no funcionamento do cérebro, e pode tanto protegê-lo quanto prejudicá-lo. Estudos apontam que o chamado colesterol “bom” (HDL) está associado à preservação da cognição, enquanto o “ruim” (LDL) pode acelerar o declínio mental e aumentar o risco de doenças neurodegenerativas como o Alzheimer.

A composição da gordura e seu equilíbrio no organismo são determinantes para manter a saúde cerebral ao longo da vida. Durante anos, o colesterol foi tratado como vilão absoluto, mas a ciência revelou uma visão mais complexa. O cérebro é formado por cerca de 60% de gordura e depende de lipídios de boa qualidade para manter a estrutura dos neurônios e a comunicação entre eles.

O neurologista Marco Túlio Pedatella, do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que “não é apenas o nível total de colesterol que importa, mas a proporção e o tipo de proteínas associadas ao HDL e ao LDL”.

Pesquisas publicadas no ‘Journal of Clinical Medicine’ e na revista ‘Immunity’ mostram que o HDL pode ter efeito protetor, ajudando a preservar a matéria cinzenta, enquanto o LDL em excesso está ligado ao acúmulo de placas e inflamações que comprometem as células cerebrais.