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Entenda os efeitos no cérebro durante uma crise de ansiedade

Ilustração do cérebro de uma pessoa em crise de ansiedade. Foto: Reprodução/Thaís Poças

A ansiedade, transtorno mental que atinge cerca de 300 milhões globalmente, intensifica-se gerando reações físicas e emocionais incontroláveis. O cérebro reage a um perigo irreal, com a amígdala hiperativa, disparando um alerta. Ela age como um alarme, interpretando situações comuns como ameaçadoras e ativando a resposta ao estresse.

O hipotálamo ativa o sistema nervoso autônomo, preparando para lutar ou fugir. O córtex pré-frontal reduz a atividade, dificultando o raciocínio. O hipocampo pode induzir à percepção de perigo inexistente. Esse processo cerebral desencadeia uma tempestade hormonal, com liberação de adrenalina e cortisol, elevando frequência cardíaca e pressão arterial.

A crise afeta o circuito de recompensa cerebral, reduzindo a atividade dopaminérgica e dificultando o prazer. O corpo responde com a mesma intensidade a ameaças reais ou imaginárias. Sintomas físicos intensos como coração acelerado, falta de ar e tremores resultam da ativação do sistema nervoso simpático, preparando o corpo para reagir ao suposto perigo.

Embora uma crise isolada passe sem sequelas, em transtornos, a amígdala cronicamente hiperativa e a menor conectividade com o córtex pré-frontal mantêm a vulnerabilidade. Em casos crônicos, o estresse contínuo pode levar à neuroplasticidade mal adaptativa, com alterações estruturais no cérebro que reforçam o medo.