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Entidades judaicas rebatem jovem que chamou Anne Frank de “vitimista”

Anne Frank. Foto: Reprodução

O Museu do Holocausto e a Federação Israelita se pronunciaram nas redes sociais após uma jovem chamar “O Diário de Anne Frank” de “vitimista” durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. A declaração viralizou depois que uma TikToker perguntou à frequentadora qual tinha sido o melhor e o pior livro lido no evento.

Ao escolher a obra como o pior livro, a jovem foi detonada por leitores, historiadores e criadores de conteúdo. As instituições destacaram que o diário registra a experiência de uma adolescente judia perseguida pelos nazistas durante o Holocausto e afirmaram que relatar sofrimento não transforma uma vítima em identidade.

Anne Frank tinha 13 anos quando começou a escrever o diário, em 12 de junho de 1942. Ela permaneceu escondida por cerca de dois anos em Amsterdã, durante a ocupação nazista, até que o esconderijo foi descoberto após uma denúncia anônima. Escrito até 1º de agosto de 1944, o livro se tornou um dos principais documentos sobre o Holocausto e um símbolo do combate à intolerância.

Veja o vídeo e as manifestações da Federação Israelita e do Museu do Holocausto: