Eremita argentino vive isolado em observatório abandonado no deserto

Javier Soto, de 35 anos, vive isolado em um antigo observatório abandonado na Patagônia, Argentina, buscando introspecção espiritual. Situado próximo à Rota 40 e à cidade de El Calafate, o Observatório Félix de Aguilar, que foi construído na década de 1950 para mapear o céu do hemisfério sul, agora serve como o lar solitário de Soto, que cuida do túmulo de seu tio, um chefe Mapuche, enquanto reflete sobre a vida.
O eremita, que antes morava em cidades mais movimentadas, decidiu se isolar após sentir que o ritmo da cidade não fazia mais sentido para ele. Desde que chegou ao local em outubro do ano passado, Soto segue sua rotina solitária, sem pressa, imerso em seu propósito de cuidar do legado familiar e se afastar da correria do mundo moderno. A região ao redor, com sua imensidão de terra árida e o clima extremo, oferece uma solidão que só fortalece seu propósito de encontrar respostas espirituais e pessoais.
Apesar das dificuldades do isolamento, como a água não potável e a distância de recursos essenciais, Soto segue em sua missão com serenidade. Sua conexão com o universo e sua busca por paz interior tornam sua vida neste lugar remoto da Patagônia um reflexo de sua busca por um propósito mais profundo.
