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Esconder ou exibir Lula? O dilema de Tebet para conquistar votos da direita

Simone Tebet
Simone Tebet durante evento público. Foto: Reprodução

A campanha de Simone Tebet (PSB) para o Senado por São Paulo pretende calibrar o uso da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a disputa. Aliada da chapa petista, a ex-ministra avalia que uma associação intensa pode ajudar a consolidar votos de eleitores de Fernando Haddad (PT), mas também afastar setores de centro e direita.

O grupo de Tebet vê espaço para atrair o segundo voto de apoiadores de André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), nomes da chapa liderada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O desafio é construir um discurso capaz de alcançar esse eleitorado, especialmente no interior paulista, onde o PT enfrenta maior rejeição.

Pesquisa Genial/Quaest divulgada na última semana indicou Lula com 30% das intenções de voto em São Paulo, ante 34% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Integrantes da campanha calculam que uma votação próxima à de Lula poderia eleger Tebet. Para disputar a vaga, ela deixou o MDB, aliado de Tarcísio e Flávio em São Paulo, e se filiou ao PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin. Marina Silva (Rede) também concorre ao Senado na chapa de Haddad.