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Escultor reconstrói castelo de areia demolido pela prefeitura no Rio

Marcio Mizael Matola ao lado de seu castelo de areia. Foto: Reprodução

O escultor e livreiro Marcio Mizael Matola, de 52 anos, que teve seu castelo de areia demolido por agentes da prefeitura da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, voltou à praia para reconstruir sua escultura. A obra, que serve também como abrigo e espaço para uma biblioteca comunitária, foi desmontada em 30 de março, após uma vistoria que alegou risco de desabamento.

Matola, que mora e guarda seus pertences dentro das esculturas de areia, já reconstruiu a estrutura com uma torre central, utilizando areia endurecida. Ele trabalha na praia há 30 anos e suas esculturas se tornaram um ponto turístico, atraindo doações de banhistas, especialmente turistas.

O escultor recusou o acolhimento oferecido pela Secretaria de Assistência Social, dizendo que não tem outra alternativa, pois as praias da zona sul são barulhentas e a da Barra oferece um ambiente mais tranquilo para seu trabalho e leitura diária. “Eu dependia da caixinha”, afirmou.

A prefeitura alegou que a demolição foi motivada por irregularidades nos objetos espalhados na praia e pelo risco de desabamento das construções. Alguns defensores de Matola lamentaram a perda da escultura, enquanto outros argumentaram que é necessário um ordenamento na praia para manter a circulação dos banhistas. O escultor, por sua vez, disse que compreende a preocupação com a organização, mas explicou que o risco de queda era mínimo devido à estrutura de madeira que usava para sustentar o castelo.