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“Ninho” de bactérias: Entenda os riscos da esponja de cozinha usada

Esponja de lavar louça sobre superfície de cozinha
Esponja de lavar louça em cima da pia. Foto: Reprodução

A esponja de cozinha concentra uma grande quantidade de microrganismos em muitas residências. Estudos de microbiologia e saúde pública analisaram esponjas usadas em cozinhas domésticas e encontraram bilhões de células bacterianas em poucos centímetros cúbicos de material. Em algumas análises, a densidade microbiana chegou a níveis comparáveis aos de superfícies internas do intestino humano.

A estrutura do utensílio favorece esse acúmulo. A espuma de poliuretano forma uma rede de poros e cavidades que retém água, gordura e partículas de alimentos. A face abrasiva, feita com fibras de nylon e partículas minerais, também prende resíduos. Com umidade constante e matéria orgânica disponível, as bactérias encontram abrigo e alimento ao longo do dia.

Pesquisas feitas em cozinhas reais detectaram concentrações superiores a 10⁸ bactérias por centímetro cúbico de esponja. Entre os microrganismos identificados, apareceram espécies associadas a doenças alimentares, como Campylobacter, Salmonella e E. coli, além de bactérias ambientais. Relatórios de saúde pública ressaltam que nem toda bactéria presente causa doença, mas a alta densidade amplia o risco de transferência para pratos, talheres, panelas e bancadas.

O aquecimento inadequado no micro-ondas reduziu apenas parte da flora microbiana em alguns estudos, já que certas bactérias sobreviveram em áreas internas menos acessíveis ao calor. Por isso, especialistas em higiene doméstica recomendam troca frequente, menor tempo de uso e armazenamento em local arejado, longe da pia encharcada. Separar esponjas por função, como louças e superfícies, também ajuda a reduzir a contaminação cruzada.