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Essas quadrilhas ‘roubam’ seu rosto para aplicar golpes; saiba como funciona

Homem usa inteligência artificial para obter variações do próprio rosto e aplicar golpes; caso ocorreu no Distrito Federal Foto: Estadão

Golpes envolvendo o uso indevido de biometria facial estão se tornando uma ameaça crescente no Brasil, com criminosos cada vez mais sofisticados em suas abordagens. Um exemplo recente aconteceu com Francielli Kretchmer, uma analista administrativa de 41 anos, que foi enganada por golpistas se passando por recrutadores de uma empresa em Guarapuava, no Paraná.

Após uma entrevista aparentemente legítima, ela descobriu que um financiamento de R$ 170 mil havia sido feito em seu nome, utilizando cópias de documentos e dados biométricos coletados durante o “processo seletivo”. O uso de tecnologia, incluindo reconhecimento facial e inteligência artificial (IA), facilita esses crimes, permitindo que os criminosos clonem a identidade das vítimas sem que elas percebam.

Somente em Guarapuava, pelo menos seis pessoas foram vítimas, e dois suspeitos foram presos, com mais prisões previstas. Em São Paulo, duas mulheres se passaram por agentes de saúde para coletar biometria facial de um idoso e realizaram um desvio de R$ 47 mil de sua conta bancária.

O golpe, também sofisticado, envolvia o uso de informações bancárias que já estavam acessíveis aos criminosos, mas necessitavam da biometria para completar a fraude. Em Brasília, a Polícia Civil desarticulou uma quadrilha que utilizava “deepfakes” para alterar rostos e invadir contas bancárias, resultando em um desvio estimado em R$ 110 milhões.