Estresse no limite? Método com 3 perguntas ajuda a reorganizar a mente

Pensamentos catastróficos podem transformar uma preocupação pontual em uma ameaça permanente. Para lidar com esse padrão, Martin Seligman, diretor do Centro de Psicologia Positiva da Universidade da Pensilvânia, propõe um modelo baseado em três pontos: permanência, abrangência e ação. A ideia é observar como a pessoa descreve o problema para si mesma, já que essa interpretação influencia a forma de enfrentá-lo.
A primeira pergunta é se o problema é permanente. Seligman costuma questionar pacientes ansiosos sobre a duração real da situação: se ela afeta apenas aquele momento ou se deve se prolongar. O escritor Eric Zimmer sugere um exercício parecido: perguntar se a questão ainda vai incomodar em cinco horas, cinco dias ou cinco semanas. Se a resposta indicar impacto duradouro, a pessoa pode direcionar energia para lidar com o caso; se não, ganha espaço para reduzir a sensação de urgência.
A segunda pergunta é se o problema atinge toda a vida ou apenas uma área específica. Zimmer recomenda “afastar o zoom e ver o panorama geral”, para evitar generalizações como se sentir fracassado por causa de um único erro. A terceira pergunta é: “O que posso fazer a respeito?”. Para Seligman, identificar o que ainda está sob controle ajuda a recuperar poder de ação. Zimmer afirma que tenta encarar a dificuldade como um quebra-cabeça, não como um problema sem saída.
