Apoie o DCM

Estresse no trabalho pode elevar risco de disfunção erétil em jovens, diz estudo

Homem sentado em mesa de trabalho com expressão de preocupação
Homem sentado com expressão de preocupação. Foto: Reprodução

Um estudo publicado na Revista Internacional de Prática Clínica associou o ambiente de trabalho a um risco maior de disfunção erétil entre homens jovens. A pesquisa avaliou 826 participantes de 22 a 40 anos que tinham emprego em tempo integral e os classificou conforme o nível de estresse profissional.

Os pesquisadores consideraram carga horária, autonomia para tomar decisões, apoio de superiores, relações no trabalho e pressão. Entre os homens submetidos ao nível mais alto de estresse, a prevalência de problemas de ereção chegou a cerca de 54%, com probabilidade dez vezes maior do que a observada no grupo de menor tensão.

O grupo mais pressionado trabalhava, em média, 65 horas por semana e também relatava maior pressão por promoções. A análise apontou aumento do cortisol até a quarta semana antes da queda de testosterona e do surgimento da disfunção erétil. Para o urologista Leon Telis, estresse e ansiedade explicam parte importante dos casos psicossomáticos em homens mais jovens.