Estudante entra com ação contra app Lulu depois de ser classificado como ‘mais barato que pão com manteiga’
O primeiro processo judicial contra o aplicativo Lulu, no qual mulheres julgam homens, veio à tona nesta terça-feira. Um estudante de Direito de 26 anos entrou com uma ação contra o aplicativo.
Ele se sentiu ofendido ao saber que foi avaliado como “mais barato que um pão com manteiga” e “bafo da morte” e “aparadinho”.
Leonardo Vizeu, advogado constitucionalista, diz que a iniciativa pode e deve ser seguida por quem se sentir lesado pela ferramenta.
“A Constituição garante proteção à intimidade e veda o anonimato. O sujeito exposto pode entrar com ação cível, por perdas e danos, ou penal, por difamação e crime contra a honra. O culpado pode pegar de 3 meses a 1 ano de detenção ou pagar multa de R$ 5 mil a 10 mil”, diz.
A Delegacia de Repressão a Crimes de Informática informou que é possível quebrar o sigilo do aplicativo e desmascarar os autores das supostas injustiças virtuais.
O mais difícil, porém, é lidar com as feridas psicológicas, diz a psicóloga Alexandra Araújo.
“Pessoas com baixa autoestima podem desenvolver quadro de depressão por acreditarem nos comentários. É uma plataforma perigosa, propícia para disseminar mentira, vingança e cyberbullyng”, diz.
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