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Estudante usa IA para criar imagens íntimas de oito adolescentes

Imagem ilustativa

Oito adolescentes descobriram que um colega de sala criou imagens pornográficas falsas com seus rostos, usando fotografias retiradas de perfis privados nas redes sociais. As estudantes procuraram a direção da escola após encontrarem as montagens, e a instituição prestou apoio ao grupo.

Uma das vítimas relatou que as imagens foram manipuladas por inteligência artificial e inseridas em cenas pornográficas. “Tinham fotos nossas, mas que não eram realmente nossas. Eram montagens com IA dos nossos rostos em situações pornográficas”, afirmou. As jovens suspeitaram de alguém próximo porque as contas usadas eram privadas; a investigação apontou um colega que convivia com elas dentro e fora da escola.

O pai de uma das adolescentes, que é advogado, entrou com uma ação de produção antecipada de provas para identificar o autor das publicações. Informações fornecidas pelo Telegram permitiram rastrear o número de telefone e o endereço IP usados. O adolescente respondeu por ato infracional e recebeu medida socioeducativa. Dados da SaferNet apontam 222 vítimas de deepfakes sexuais em escolas brasileiras em seis meses, das quais 65 estavam em São Paulo.