Apoie o DCM

Como é a cobrança de pênalti perfeita, segundo a ciência

Jogador de futebol durante cobrança de pênalti
Jogador de futebol durante cobrança de pênalti em partida oficial. Foto: Reprodução

Um estudo publicado em 28 de junho no periódico científico Football Studies analisou a lógica das disputas de pênaltis e apontou que a pressão psicológica pesa de forma diferente em cada cobrança. A pesquisa examinou 576 pênaltis batidos em 60 partidas da Copa do Mundo e da Eurocopa, além de simular cenários matemáticos para avaliar a influência da ordem dos times e dos cobradores.

O levantamento indica que os pênaltis cobrados para “evitar a derrota”, quando um erro elimina imediatamente a equipe, têm taxa de conversão de 60,4%. Já as cobranças em que um gol garante a vitória chegam a 89,1% de acerto, o maior índice entre os cenários analisados. As primeiras cobranças, consideradas de menor pressão, tiveram aproveitamento de 75%.

A ordem dos times também altera a exposição a momentos decisivos. As equipes que cobram em segundo enfrentaram situações de alta pressão em 21% dos pênaltis, contra 12% entre as que iniciaram a disputa. Para quem bate primeiro, o estudo sugere colocar os melhores cobradores no começo, já que a quinta cobrança pode nem ocorrer; para quem bate em segundo, a tendência ideal é reservar atletas mais preparados técnica e psicologicamente para o fim, quando a pressão cresce com mais rapidez.